ENSAIO: Kia Sportage 1.7 CRDi ISG (4x2)/115 CV
Category : 1.7 CRDi, ISG, Kia, Kia Sportage 1.7 CRDi ISG (4x2), Sportage 0
Completamente novo e assumidamente orientado para a cidade ou para percursos não muito complicados fora do alcatrão, o Kia Sportage, nesta versão 1.7 CRDi "isg" de apenas duas rodas motrizes, revela-se um conjunto preocupado com o estilo. A atitude simultaneamente mais madura conjuga com uma imagem jovem, e até irreverente sob determinados aspectos, que pretende cativar novos públicos. Pisca igualmente o olho à economia: na poupança dos consumos desta versão, graças ao sistema “stop & go” e a outras alterações mecânicas, mas também à carteira de potenciais clientes, através de um preço de entrada de pouco mais de 27 mil euros, chave na mão.
Snob?
Seguindo a tendência do seu segmento, aquilo que pode com clareza afirmar-se é que o Sportage subiu de escalão e aburguesou-se. Isso fica bem patente no conforto que proporciona e é perceptível na qualidade de construção, no equipamento que disponibiliza e nas preocupações com a insonorização do habitáculo. Há pormenores que agradam, que se revelam bastante práticos, há itens de tecnologia actual como as ligações para fontes externas de som e há, sobretudo, bancos cómodos e envolventes que ajudam a que viaja, mas principalmente a quem o conduz. Além de se revelar prática e bastante acessível, a boa capacidade de manobra é facilitada pelas dimensões.
Apesar de medir menos de 4,5 metros de comprimento, a habitabilidade do Sportage é bastante aceitável. O espaço da mala talvez não impressione à primeira vista, mas a verdade é que o construtor reclama quase 600 litros de capacidade. Há que contar com muito mais espaço sob o piso e, aleluia!, mesmo assim, um pneu suplente igual aos restantes.
(Eco)nomias…
Parte da responsabilidade do preço a que é proposta esta versão no nosso País, respeita ao motor diesel de 1,7 litros e à carga fiscal que sobre ele incide. Não apenas por causa da cilindrada como também das emissões mais baixas que a sigla “ISG” na traseira ajuda a explicar.
A unidade motriz mostra-se bastante competente na sua função em cidade, fornecendo quase continuamente binário sem necessidade de grandes trabalhos com a caixa de velocidades. Apesar das relações mais longas (e poupadas) que esta apresenta. Por falar em consumos, estes revelam-se realmente comedidos para o peso e configuração do conjunto, fixando-se a média do ensaio claramente abaixo dos sete litros. Parte da responsabilidade pode efectivamente ficar a dever-se ao sistema “stop & go”, realmente rápido a responder, quer na paragem como no arranque. Mas também aos pneus de baixo atrito que traz montados, embora a estes também se deva o comportamento menos bom em pisos com aderência mais complicada.
Senhor da cidade
Apesar do chassis parecer bastante robusto, característica que vêm-se tornando regra nos modelos mais recentes da marca, o local em que a rigidez torcional parece querer evidenciar realmente competência é sobre o alcatrão e no ambiente urbano. Só que a suspensão algo branda que esta versão em particular evidencia, mostra maiores preocupações em assegurar conforto e contraria em parte alguma dessa vontade. Nomeadamente quando obriga a refrear os ânimos em curva, embora o Sportage nunca deixe de se mostrar seguro ou previsível. Mas se consegue isso à custa de algum entusiasmo e paixão da sua condução, não correrá o “risco” de se tornar mais um SUV previsível, fácil de conduzir e seguro a reagir.
Afinal que mais pode desejar o condutor habitual de um SUV?
Alerta de leitor: Via Card classifica e cobra como classe 2, viaturas de Classe 1
| Dados mais importantes | |
| Preços desde | 26 896 (LX) |
| Motor | 1685 cc, 16 V, 115 cv às 4000rpm, 225 Nm às 2000 rpm |
| Prestações | 173 km/h, 12,8 seg. (0/100 km/h) |
| Consumos (médio/estrada/cidade) | 5,8 / 4,2 / 6,0 litros |
| Emissões Poluentes (CO2) | 135 gr/km |














